Na próximo domingo, dia 25, comemora-se o "Dia da Libertação da África". A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas, em 1972, com o intuito de sensibilizar o mundo para as necessidades emergenciais do continente, assim como para suas potencialidades. Em Salvador, vários eventos estão sendo programados para a data.
A Revista Afro Bahia é uma revista dedicada à comunidade afro-descendente. O projeto foi idealizado por Adenilton Cerqueira, com o objetivo de fornecer a este público um veículo de comunicação jovem, ágil, inovador que tratasse das questões raciais de maneira otimista, mas sem omitir as problemáticas do negro brasileiro. A Revista Afro Bahia que tem o apoio do governo do estado atraves da secretaria de cultura é hoje um poderoso meio de comunicação. A revista publica, através dos seus canais de notícias, informações atualizadas semanalmente que abordam diversos temas como música, eventos, saúde, beleza, cultura, política e educação. O jornalismo é feito por uma equipe de repórteres e colaboradores voluntários espalhados pelas principais cidades do Brasil, sem nenhum custo. Desta forma criamos um veículo de comunicação mais democrático, onde é possível saber não apenas o que pensam os produtores da Revista Afro Bahia, mas também o que pensa toda a comunidade que dela participa. A Revista Afro Bahia é líder em audiência e qualidade editorial neste segmento, sendo único veículo de comunicação da bahia destinado a afro-descendentes com atualização semanal.
Adenilton Cerqueira
Datas relativas ao Calendário Racial
Você acha que a reserva de cotas para negros em universidades públicas é uma forma de combater o preconceito racial?
Fale Conosco e mande sua matéria para ser publicada aqui
Seja colunista para Revista Afro Bahia Publique seus textos e artigos na revista negra número 1 da Bahia. Envie textos para radioprimaveradesalvador@yahoo.com.br e veja seu trabalho publicado na edição do mês seguinte.
Secretaria de Cultura do Estado da Bahia Av. Tancredo Neves, 776 , Bl A, Caminho das Árvores CEP 41820-904 - Salvador - Bahia - Brasil Telefone: (71) 3116-4000
assista o nosso video da previsão do tempo
COMPORTAMENTO
MÚSICA
Quelynah Soltando a voz "Afro é a música que me tem de alma. Assumo minhas origens com orgulho e levo isso para outras meninas afro, com minhas composições". Com essa inspiração a cantora Quelynah lança o primeiro CD- solo. Assim como sua personagem Mayah na série Antonias, nas letras ela também representa o cotidiano das garotas de personalidade e opinião. O CD de estréia leva seu nome artístico - ela assina oito das 13 faixas do disco. "Afrodisíaco", por exemplo, recebeu a percussão de Simone Soul, e versos em dialeto africano. Tanto as faixas dançantes quanto as baladas vêm com bases poderosas num universo black bem familiar de suas origens e influências: rap , soul, e R&B. Quelynah (Sonorabiz) conta com participações especiais de: Thaíde, Vanessa Jackson, Simone Soul, Pregador Lou, Riztocrat e Suppa Fla.
VOCÊ SABIA QUE... ... Sidney Poitier foi o primeiro ator negro a ganhar o Oscar de melhor ator pelo filme Uma Voz nas Sombras (1963), em 1964? Antes dele, porém, Hattie McDaniel já havia abocanhado uma estatueta de melhor atriz coadjuvante pela atuação em E o Vento Levou... (1939).
... o Cine Rio Branco, em Nazaré das Farinhas (BA), é o mais antigo cinema do Brasil ainda em atividade? Como estava sendo ameaçado de demolição, foi comprado em 1988 pelo jogador de futebol Vampeta, que restaurou o prédio.
Pavilhão 9: volta "Público Alvo" Depois de um intervalo de três anos, Pavilhão 9, uma das principais bandas de hip hop brasileiro e símbolo do protesto da periferia nos anos 1990, lança Público Alvo (Sonora), o 6º CD com tendências de rap e rock. "Pavilhão 9 conseguiu incomodar e mostrar que não é só uma mistura de rap com rock, mas, também, música da verdade, de verdade", diz Thaíde, outro símbolo do hip hop nacional. "Eles mostram na cara dura o som do cotidiano da cidade grande: agressividade, poluição, caos, superpopulação, pobreza, e político filho da p*", diz o apresentador João Gordo. O grupo já vendeu mais de 240 mil cópias.
CDs
PONTO DE EQUILÍBRIO "Abre a janela" Dekdisc
Batida jamaicana, adereços dub e uma sutil batucada são marcas registradas da banda carioca de reggae de Vila Isabel. Fazendo jus ao nome, Ponto de Equilíbrio tem a identidade tirada de algum lugar entre o clima sessentista de "paz e amor" e o idealismo psicodélico dos rastas jamaicanos, que hipnotizaram o mundo a partir dos anos 1970. O grupo nasceu na virada de 1999/2000, após encontros no Sana, refúgio hippie no interior do Rio. A produção é de Chico Neves. Este CD tem outro mérito, além de dissipar barreiras estéticas entre o reggae e o samba.
Enquanto isso nas locadoras... O AGENTE Gênero: ação
O maior atirador do mundo é agora o alvo: Wesley Snipes está de volta neste filme de ação em que deve exterminar um terrorista capturado em Londres. Ele é um ex-agente da CIA que vive num rancho em Montana, mas falha, e se torna o alvo. Agora, a sorte do policial está nas mãos de uma menina de 12 anos, de quem ele acaba ficando amigo.
LIVROS "OLHAR E VER" Brasil e África,
BELEZA
O meu jeito de ser A moda hip hop invade as ruas, as baladas e o mundo do esporte. Com muita cor, muito brilho e acessórios
CHIC Camisa da Cholet, R$ 167, short black jeans da Dopping, R$ 157, chapéu Guess, (preço sob consulta), sapatos Jorge Alex, R$ 109. Pulseira (R$ 56) e anel (R$ 38), ambos T. Arrigoni
ESPORTIVO Regata branca Adidas, R$ 99,90, bermuda vermelha Conduta, R$ 59,90, tênis Reebok, R$ 240 e brinco R$ 15 para The Brothers Company. Munhequeira Nike, R$ 18 Boné Filadelphia, R$ 139,90, Regata azul Nike, R$ 102, bermuda jeans Negro Brant, R$ 99,90, e tênis Adidas, R$ 199 para The Brothers Company
MODERNA Vestido tomara-quecaia da Cholet, R$ 267, colar Ciça e Renata para Erva Doce, R$ 89, brincos Morana, R$ 45. Munhequeira Adidas, R$ 16, e botas Ramarim, R$ 120
BALADEIRO Camisa listrada verde e lilás da Individual, R$ 159, sobreposta com camiseta da Enfim, R$ 32,30. Calça Red´O, R$ 99
A coleção "Olhar e Ver" (Companhia Editora Nacional) edita paralelos culturais entre África e Brasil segundo o olhar de Pierre Verger, consagradíssimo fotógrafo francês do século 20. O trabalho é dividido em quatro temas e revela aspectos característicos da vida nas sociedades africanas e da marcante influência na sociedade brasileira mostrados na música, dança, comida, nas roupas, nas artes e em muitos outros costumes brasileiros.
DESCOLADO Camiseta preta da Fifo Dido, R$ 47, camisa branca Individual, R$ 160, calça Red’O, R$ 99. Corrente Nove Gatos, R$ 38, sapatênis Kildare, R$ 190, cinto e gorro (acervo de produção)
PODEROSO Camiseta Dopping, R$ 99, corrente Nove Gatos, R$ 38, bermuda Negro Brant, R$ 99,90, da The Brothers Company.
A moda hip hop invade as ruas, as baladas e o mundo do esporte. Com muita cor, muito brilho e acessórios
DETERMINADA Regata rainha da Bebesh, R$ 86, correntes da Morana, R$ 29 (cada), saia-short de prega da Renata Mahaz para Clube do Estilo, R$ 268. Anel (R$ 38) e bracelete (R$ 54), T. Arrigoni (preço sob consulta)
FASHION Top de lurex (R$ 86), saia com cós de pedras (R$ 247), ambos Dopping. Sandálias prata com strass da Ramarim, R$ 99. Pulseira T. Arrigoni, R$ 50, e colar Morana, R$ 38
CASUAL Blazer xadrez (R$ 390) e calça estonada (R$ 249,90), ambos Eckzem. Camiseta da Body for Sure, R$ 85. Sapatos Kildare (preço sob consulta)
BRILHANTE Top de lurex, Dopping, R$ 72, short Renata Mahaz para Clube do Estilo, R$ 290. Sandálias, Fernando Pires (preço sob consulta). Brincos da Lulu Souto, R$ 54
Líder negro, nascido em 1655, no Quilombo dos Palmares, entre Pernambuco e Alagoas, foi o maior símbolo da resistência negra contra a escravidão.
Durante uma expedição contra Palmares, comandada por Brás da Rocha, foi raptado ainda recém-nascido e entregue ao padre Antônio Melo, vigário de Porto Calvo, que o criou sob o nome de Francisco.
Enquanto viveu com o padre Antônio Melo, foi alfabetizado, aprendeu latim e passou a ajudar missa.
Em 1670, aos 15 anos, fugiu e foi morar com o seu povo no Quilombo dos Palmares, onde adotou o nome de Zumbi (que significa guerreiro) e foi acolhido por uma família. Na época, o Quilombo dos palmares era comandado por Ganga Zumba.
A 05/11/1678, quando Ganga Zumba assina um tratado de paz com o governador de Pernambuco, Zumbi não aceita o acordo e com outros jovens guerreiros desencadeia uma guerra civil no quilombo.
Em 1680, manda envenenar Ganga Zumba e assume a liderança do Quilombo dos Palmares, passando a comandar todas as resistências dos negros livres aos ataques organizados pelo governo português.
Em 1685, o próprio rei de Portugal, D. Pedro II, escreve uma carta a Zumbi, propondo perdão a "todos os excessos que haveis praticado contra minha Fazenda Real", desde que o comandante do quilombo e todos os seus capitães aceitassem a condição de fiéis e leais súditos.
Zumbi não responde a carta e os ataques a Palmares prosseguem, inclusive por parte de uma expedição comandada pelo também negro Henrique Dias que teve destaque nas lutas para expulsar os holandeses do Nordeste brasileiro. Mas os negros livres resistem.
Em 1688, chega ao Recife o bandeirante Domingos Jorge Velho (famoso por matar índios e fazer fortuna com suas empreitadas), com a missão de comandar ataque ao Quilombo dos Palmares.
Na primeira investida, comanda mil homens mas é obrigado a recuar ante a reação dos negros. Depois, com o reforço de tropa comandada por Bernardo Vieira de Melo, arrasa Palmares a 06/2/1694. Mas Zumbi consegue fugir, com alguns guerreiros, e se refugia na mata.
Um dos sobreviventes ao ataque contra palmares, Antônio Soares, é capturado em Penedo e, sob tortura, revela o esconderijo de Zumbi que, a 20/11/1695, é morto numa emboscada.
O corpo de Zumbi é levado para Porto Calvo, onde é mutilado; a cabeça é enviada para o Recife, ficando exposta em praça pública, com o objetivo de celebrar a vitória dos escravistas.
Em março de 1997, o nome de Zumbi dos palmares foi inscrito, 302 anos após a sua morte, no Livro de Heróis da Pátria, instalado no Panteão da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Fabricado em aço escovado, até então o livro tinha apenas o nome do inconfidente Tiradentes
Nenhum comentário:
Postar um comentário